Dotado de intensa movimentação cultural, o SESC disponibiliza regularmente programações de desenvolvimento artístico-cultural, atividades e projetos voltados para a área, tais como:
PROJETO CINE SESC / MOSTRA TEMÁTICA
PROGRAMAÇÃO CINESESC RESTAURANTE – AGOSTO 2010
Imagens do Nordeste no Cinema Brasileiro
Agosto é mês de celebração do folclore. Por toda parte, exaltam-se imagens da nossa cultura popular. No terreno do cinema, o popular entra em cena com o advento do Cinema Novo Brasileiro, que projeta o rosto do homem comum e a sua cultura nas grandes telas. Essa imagem se confunde com o binômio Sertão/Favela que, desde então, se reflete em boa parte da produção nacional. A programação Cine SESC de agosto presta homenagem a esta tradição do cinema brasileiro revelando imagens de um Brasil profundo que resgata e atualiza paisagens do nordeste brasileiro. Tenham uma Boa Sessão!
04/08 – Programa 4: Baile Perfumado/ O Homem da Mata
06/08 – Programa 43: Deus e o Diabo na Terra do Sol
09/08 – Programa 70: Milagre em Juazeiro/ Padre Cícero
11/08 – Programa 66: Corisco e Dadá/ A Musa do Cangaço
13/08 – Programa 45: O Homem que Virou Suco/ A Saga da Asa Branca
16/08 – Programa 105: Aboio/ Nascente/ Uma Nação de Gente
18/08 – Programa 68: Janela da Alma/ Cego Oliveira no Sertão do Seu Olhar
20/08 – Programa 122: Mais Que a Terra/ Estado de Seca
23/08 – Programa 126: Por 30 Dinheiros
25/08 – Programa 64: Cinema, Aspirinas e Urubus/ O Crime da Imagem
27/08 – Programa 72: Uma Questão de Terra/ A Pedra da Riqueza
30/08 – Programa 116: O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro
BAILE PERFUMADO/ O HOMEM DA MATA
(Censura 16 anos)
Baile perfumado e O homem da Mata promovem uma mistura curiosa de gêneros ao incorporarem ficção ao retrato documental. No filme de Paulo Caldas e Lírio Ferreira, revivemos a saga do libanês Benjamin Abrahão, mascate responsável pelas únicas imagens de Virgulino Ferreira, o Lampião, quando este vivia em plena campanha no sertão nordestino. No filme O homem da Mata, de Antonio Carillho, o artista popular Zé Borba da Silva, ator, canavieiro, cantor, mateiro, compositor, pai-de-santo, artista da brincadeira folclórica, interpreta Jack, o vingador justiceiro, super-herói defensor dos canavieiros da Zona da Mata.
DEUS E O DIABO NA TERRA DO SOL
(Censura 14 anos)
Um dos grandes marcos do Cinema Novo, o segundo longa-metragem do cineasta Glauber Rocha se apodera da linguagem do cordel para mergulhar no Nordeste do cangaço, do fanatismo religioso, da miséria e do poder cruel dos coronéis. O resultado é uma obra-prima barroca, atravessada por lirismo cortante e grandeza épica, que explora a árida paisagem da região com rara força dramática e simbólica. O uso da música de Heitor Villa-Lobos contribui para fazer de Deus e o diabo na terra do sol um clássico imprescindível.
MILAGRE EM JUAZEIRO/ PADRE CÍCERO
(Censura Livre)
Este programa recupera imagens e histórias do cearense Padre Cícero Romão Baptista (Crato, 1844-1934). O curta-metragem Padre Cícero, de Geraldo Sarno, alinhava material visual recolhido de outro curta (Padre Cícero - O patriarca de Juazeiro, de 1955, uma "compilação cine-documental de Alexandre Wulfes"), além de cenas de meados dos anos 1920. Essas preciosas imagens também estão no longa-metragem Milagre em Juazeiro, de Wolney Oliveira, que num misto de documentário e ficção, reconstitui a história que deu origem ao mito do Padre Cícero: entre 1889 e o ano seguinte um curioso fenômeno vai acontecer sucessivas vezes envolvendo a beata Maria de Araújo (1863-1914). Esta costureira, humilde, negra e analfabeta, descartada da história oficial, transformava a hóstia em sangue toda vez que a recebia das mãos de Padre Cícero.
CORISCO E DADÁ/ A MUSA DO CANGAÇO
(Censura 14 anos)
Incluído nos créditos de Corisco e Dadá, o material de arquivo sobre as ações de Lampião e de seus comandados constitui uma introdução oportuna ao longa metragem, com destaque para a qualidade da trilha musical. O mascate Benjamin Abraão, autor das filmagens reais, aparece em momentos da ficção, a epopéia de Corisco e Dadá, contada por Regina Dourado a pescadores cearenses. A narrativa é construída por sucessão de episódios da vida dos protagonistas, com mitos infiltrados nos fatos históricos. Há citações esparsas ao Corisco de Glauber Rocha em Deus e o diabo na terra do sol. O curta de José Humberto é complemento perfeito ao filme de ficção. Em cenas documentais, entremeadas também com materiais de arquivo, Dadá já bem idosa relata os fatos da sua vida nos acampamentos de Lampião, do medo à pacificação, das alegrias às tensões da guerra desigual que, depois de 20 anos, dizimaria a revolta camponesa dos cangaceiros.
O HOMEM QUE VIROU SUCO/ A SAGA DA ASA BRANCA
(Censura 16 anos)
Histórias populares do Nordeste estão neste programa composto de dois filmes realizados na mesma época. São as histórias transmitidas oralmente que eventualmente se transformam em literatura de cordel e em canções. A animação pernambucana A saga da Asa Branca ilustra, em estilo de cordel, a célebre toada Asa Branca, de Humberto Teixeira e Luiz Gonzaga, gravada pelo rei do baião pela primeira vez em 1947. Também em estilo de cordel, O homem que virou suco é um dos filmes mais contundentes e fascinantes sobre o tema da migração nordestina para São Paulo. Nele, o ator José Dumont desempenha duplo papel, de dois migrantes em que um assassino e um cantador são confundidos. Diversão e reflexão.
ABOIO/ NASCENTE/ UMA NAÇÃO DE GENTE
(Censura Livre)
A restauração poética de um costume tão antigo é o que apresenta o documentário Aboio, termo que define o canto com o qual os vaqueiros se comunicam com o gado. Orgulhosos vaqueiros de Minas Gerais a Pernambuco contam e demonstram o que é esse cantar, falam de sua vida sertaneja, dos animais, da lida. Já outros vaqueiros cearenses discorrem sobre o futuro e as mudanças da profissão, da relação com os patrões e as mulheres no curta-metragem Uma nação de gente. Também no programa, o curta Nascente viaja de canoa pelo rio São Francisco, do seu nascedouro até a foz, flagrando o ciclo da vida na solidão de um homem e do rio. O sertão da seca e da fartura, do seco e do que encharca, da solidão e da renovação é o que encontramos nessas três obras.
JANELA DA ALMA/ CEGO OLIVEIRA NO SERTÃO DO SEU OLHAR
(Censura Livre)
Os olhos são a janela da alma: este o mote do documentário de João Jardim e Walter Carvalho sobre a maneira como cegos e deficientes de visão "vêem" o mundo. O filme estrutura-se através de depoimentos, colhidos mundo afora, de personalidades como o cineasta Wim Wenders, o fotógrafo Eugen Bavcar, a atriz Marieta Severo e um vereador cego. A certa altura, José Saramago afirma que somos cegos de tudo o que faz de nós um ser agressivo, egoísta e violento, num mundo de desigualdades e sofrimentos. Perfeito complemento é o curta-metragem sobre a vida do Cego Oliveira, tocador de rabeca no sertão do Ceará, dono de uma visão muito particular do mundo. Fascinante a proposta autoral de Lucila Meirelles em recorte experimental, sustentado por fotos fixas, paisagens fora de foco, cadernos de cordel, artesanato popular, tudo isso composto em sinfonia audiovisual, ao som da rabeca e da voz do Cego cearense.
MAIS QUE A TERRA/ ESTADO DE SECA
(Censura 14 anos)
Os dois filmes reunidos neste programa mostram a realidade de quem trabalha com a terra no Brasil, uma das questões sociais mais complexas do país e um tema sempre atual. Mais que a terra, primeiro longa de Elizeu Ewald, foi produzido em1990, em pleno desmonte da atividade cinematográfica no país pelo governo de Fernando Collor de Mello, o que o tornou praticamente desconhecido do público. É um dos primeiros longas-metragens de ficção a focalizar as invasões de terras improdutivas em prol da reforma agrária nas fronteiras da Amazônia e os problemas sociais, econômicos e políticos decorrentes dessas invasões. A busca por uma vida melhor impulsiona o filme, mas é a terra, sua conquista e sobrevivência, o tema central. Já o documentário Estado de seca, realizado quase 20 anos depois em Minas Gerais, também trata da questão agrária; no caso, da sobrevivência econômica de uma comunidade a partir do programa Bolsa Família.
POR 30 DINHEIROS
(Censura 12 anos)
O cinema nordestino tem a boa fama de ser inventivo e humorado. Realização da Paraíba, o longa-metragem Por 30 dinheiros não nega a tradição. Dirigido pela paraibana Vania Perazzo Barbosa e pelo cineasta e crítico búlgaro radicado no Brasil Ivan Hlebarov, o filme é uma mistura de comédia burlesca com drama e até mesmo tragédia. No filme, o Cristo tem destino inevitável, tal qual Jesus de Nazaré, que precisa sofrer e ser crucificado para salvar a humanidade. Ou pelo menos parte dela. As aventuras, por vezes absurdas, mostram um Nordeste árido, pobre e sofrido, mas com disposição e fé para mudar o que a natureza impõe e os governos, omissos, apenas ajudam a agravar. Assim, metáfora e crueza andam lado a lado, num filme que se nega a enveredar por esquemas narrativos tradicionais e decide usar toda e qualquer dificuldade de realização como ferramenta a serviço da estética cinematográfica.
CINEMA, ASPIRINAS E URUBUS/ O CRIME DA IMAGEM
(Censura 14 anos)
Com equilíbrio entre forma e fundo raro para um estreante, o pernambucano Marcelo Gomes realizou uma das melhores abordagens do sertão nordestino e um dos grandes momentos do cinema brasileiro atual. O encontro entre um alemão, fugido da Segunda Guerra Mundial, e um nordestino que quer ir para a cidade grande em busca de oportunidades, rende um belo e original road-movie (filme de estrada). O diretor investe no despojamento formal, mas cria uma nova estética, resultado de um fecundo diálogo com a paisagem agreste. O sertão nordestino também é cenário do curta "O crime da imagem", realizado por outro pernambucano, Lírio Ferreira. O filme mostra Antônio Conselheiro (Tuca Andrada) antes de se tornar o líder de Canudos.
UMA QUESTÃO DE TERRA/ A PEDRA DA RIQUEZA
(Censura Livre)
Documentaristas por vocação, Vladimir Carvalho e Manfredo Caldas irmanam-se neste olhar crítico sobre a espoliação do povo, no sertão paraibano. A Pedra da Riqueza descreve o trabalho braçal nos garimpos de xelita, para denunciar o contraste entre as formas rudimentares de exploração das jazidas e o produto resultante, o tungstênio. Uma questão de terra aborda a ocupação de terras improdutivas por fazendeiros latifundiários, destinando-as à criação de gado, em detrimento dos tradicionais moradores na região. O longa reúne depoimentos sobre ameaças de morte sofridas por trabalhadores rurais, com destaque para a memória do assassinato de Margarida, líder sindical. Denuncia ainda o recuo do texto aprovado pela Assembléia Constituinte de 1988 em relação à legislação vigente na época. Os dois filmes trazem luzes sobre explorações e conflitos rurais até hoje não superados.
O DRAGÃO DA MALDADE CONTRA O SANTO GUERREIRO
(Censura 14 anos)
Em O dragão da maldade contra o santo guerreiro, o matador de cangaceiros Antonio das Mortes (já conhecido em Terra em transe, filme anterior do diretor Glauber Rocha) vai à cidade de Jardim das Piranhas, contratado para matar um bando de jagunços chefiados por Coirana, que se diz herdeiro de Lampião. Utilizando tons alegóricos, o diretor Glauber Rocha — em seu primeiro longa-metragem colorido (com imagens assinadas por Affonso Beato) — mistura influências que vão da literatura de cordel à ópera, passando por elementos do western norte-americano, para construir o que é considerado por muitos como sua obra-prima, merecedora dos prêmios de melhor direção e da crítica internacional no Festival de Cannes de 1969. Como apontou a crítica, contradição e violência encontram o êxtase e a beleza em O dragão da maldade contra o santo guerreiro.
PROGRAMAÇÃO DO CURSO DE ILUMINAÇÃO TEATRAL
INFORME SESC-RN/ CULTURA
Informamos, que na QUARTA FEIRA, dia 12/05, o SESC-RN exibirá ao público via IPTV – método de transmissão televisiva via internet-, a segunda sessão do curso de capacitação em iluminação teatral, denominado "O discurso da iluminação".
A sessão, ministrada pelo professor Renato Machado - graduado em cinema pela Universidade Estácio de Sá (RJ) - irá abordar as possibilidades narrativas do uso da iluminação.
A videoconferência acontece no horário das 14h30 às 17h30, na sala de IPTV, na sede do SESC, localizada na Praça Tomás de Araújo, s/n. Cidade Alta (por trás da escola estadual Winston Churchill e do Banco do Brasil da Rio Branco). As inscrições e informações sobre o curso também podem ser obtidas junto ao setor de cultura na sede do SESC ou pelo telefone 3211-5577 (setor de cultura).
Saiba mais
Cinema:
Atividade permanente (03 vezes por semana) 2ª, 4ª e 6ª feiras ao meio-dia para a clientela comerciária.
Sessões gratuitas com apresentação da carteira do SESC.
- Programação previamente divulgada com filmes de ação, aventura, comédia, drama, ficção, terror, documentário e todos os gêneros. Programação diversificadas.
- Parcerias com o Projeto BR Cinema em Movimento da Petrobras apresentando lançamentos nacionais 01 vez ao mês.
- Parceria com o Projeto Aprendiz Cidadão do SENAC com sessões pré-programadas nos horários de 9h e 14h.
Atendemos aos jovens do SENAC Centro, SENAC Parnamirim e SENAC Zona Norte.




