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Você poderá visitar as exposições da Galeria Sesc sem sair de casa. Em 2020, o projeto será desenvolvido no formato digital e com a realização de agendamentos para visitas mediadas às exposições, que serão desenvolvidas por uma mediadora em Artes visuais. O tour virtual de cada exposição estará disponível no nosso canal do youtube Sesc RN, como também no link abaixo. A primeira exposição será do artista Pedro Feitoza e a seguir, você pode conferir o texto curatorial da mostra.

 

2021

Exposição Fotográfica Reolhar

15/06 a 30/07

Texto: Sesc RN

A exposição fotográfica Reolhar, do artista Borges Potiguar, surge no período da pandemia de Covid-19, no cotidiano do olhar para o outro, de nos olharmos e nos estranharmos, fazendo uso de um artifício que parece ser a nossa segunda pele- a máscara. Esse elemento cobre a nossa boca, nosso nariz e, à medida que esconde parte do nosso rosto, revela a profundidade do sorriso com a alma e com os olhos.

Nesse contexto, na arte da fotografia isso não é e nunca foi diferente. A câmera capta uma paisagem para além daquilo que os olhos do cotidiano conseguem captar. Ela revela o outro como ele é naquele instante. Borges afirma que “de início, comecei a andar pelas ruas com a minha câmera na mão e passei a achar muito estranho ter que fotografar as pessoas com máscaras. Era como se tivesse retirado a poética da foto, além da expressão do rosto e a identidade do lugar, descaracterizando a cultura de cada espaço’’.

Borges Potiguar é artista e professor de teatro, natural de Currais Novos/RN. Atua nas artes cênicas, na fotografia, e é formado em Teatro com pós-graduação em Dança pela UFRN. Atualmente é professor de teatro no Colégio Salesiano, nas unidades em Natal e Nova Parnamirim/RN, onde conheceu a pedagogia de Dom Bosco, que veio a somar com seu trabalho de teatro e dança na escola e na comunidade, com o objetivo de desenvolver uma arte socioambiental. Nessa proposta, desenvolve peças teatrais sociais e figurinos recicláveis. Borges é professor de teatro há 16 anos e compreende a sala de aula como um espaço de criação coletiva. Tem como campo de pesquisa e prática profissional “o corpo-espaço-perceptivo” nas artes cênicas e na fotografia.

Para visitar a exposição virtual clique aqui.

Para agendar uma visita mediada virtual: 3133-0360 ou galeria@rn.sesc.com.br


2020

Exposição Fotográfica Frases de Busão

Texto: Vanessa Paulo

A exposição Frases de Busão é composta por ilustrações criadas a partir de escritos encontrados nos ônibus que circulam pela cidade. Esses escritos possuem uma grande carga poética e, percebendo isso, a artista Thayná Almeida deu vida à eles com suas aquarelas e seus retratos das curvas femininas, curvas essas que aqui assumem o lugar do empoderamento e não da sensualização.

A partir de nove frases escolhidas pela artista, foram criadas nove ilustrações que se utilizam de cores fortes, cabelos esvoaçantes e silhuetas diversas para expressar a delicadeza que pode existir por trás de cada frase, de cada corpo e de cada movimento.

Frases de Busão busca não só retratar as frases como também aliá-las à beleza feminina que aqui aparece pura e sem padrões. Além disso, leva o público a enxergar e refletir sobre a poesia que parte de lugares inusitados, que muitas vezes se perde no cotidiano, mas que move-se pela cidade e provoca cada leitor que alcança.

Para visitar a exposição virtual clique aqui

Para agendar uma visita mediada virtual: 3133-0360 ou cultura@rn.sesc.com.br


Exposição Fotográfica Nação Zambêracatu

Texto: Marília Negra Flor

A exposição fotográfica Nação Zambêracatu do fotógrafo Pedro Feitoza, contemplada no edital de ocupação da Galeria SESC 2020, reúne fotografias produzidas entre 2017 e 2020 de diversas apresentações públicas do grupo de mesmo nome. O trabalho, compreendido como uma documentação fotográfica, se destaca pela intimidade e sensibilidade em que o fotógrafo procura registrar toda a riqueza e força da simbologia religiosa e expressão cultural que a Nação leva às ruas de Natal. Fundada em outubro de 2012, com o objetivo de fortalecer e difundir a cultura afro-brasileira no estado do Rio Grande do Norte, a Nação Zambêracatu é sinônimo de resistência da cultura negra, emanando asé (a boa energia) por onde passa, fazendo soar suas alfaias, seus agbês, seus gongues e suas caixas, e encantando com loas (canções) de autoria do próprio grupo. Regida pelo orisà Ogum, grande guerreiro, senhor dos caminhos, dos metais e das tecnologias, carrega em sua musicalidade uma grande referência do Maracatu de Baque Virado, original de Pernambuco. A Nação Zambêracatu possui uma identidade própria, o baque de Zambê, inspirado nessa manifestação negra genuinamente potiguar. O grupo possui uma fundamentação espiritual com a religiosidade afro-brasileira, no Candomblé de Nação Ketu e tem como matriarca a Rainha Maria Lázaro de Oyá. Esta ligação influencia diretamente nos baques que homenageiam os orisàs e seus cultos.

Se utilizando de fotografias em cor e preto e branco produzidas nas três principais apresentações anuais do grupo (Batuque para a Rainha do Mar, Cortejo Abrindo Caminhos e Coroação da Rainha), a seleção fotográfica da exposição tem a capacidade de escrever na memória cultural da cidade desde pequenos detalhes como os figurinos, as bençãos, a composição da corte real, os movimentos de maestria da percussão, as cores do grupo e sua relação com os orisàs, até as relações de companheirismo e afeto entre os integrantes e o significado da Nação como instrumento de combate ao racismo e intolerância religiosa, fortalecendo a construção e afirmação de uma identidade negra em Natal. Em síntese, a exposição nos convida a um verdadeiro mergulho visual no testemunho vivo de resistência e ancestralidade que é a história da Nação Zambêracatu em solo potiguar. Axé!

 

 

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Para agendar uma visita mediada virtual: 3133-0360 ou cultura@rn.sesc.com.br

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